capa 187A escrita é a vida

O impossível como ponto de partida da escrita de Marguerite Duras, autora francesa que será republicada no Brasil; como Tati Quebra Barraco construiu uma poética que subverte relações de dominação; o sociólogo Richard Miskolci discute a relação entre redes sociais e levantes conservadores no Brasil; uma discussão sobre Machado de Assis e sua formação em país pós-colonial.

Marguerite Duras em conversa no "Apostrophes", em 1984 (legendas em francês)

card ebook mensal SETEMBRO.21

José Castello

Everardo Norões

SFbBox by casino froutakia

 

 Botao Vermelho 1 Flavio Pessoa janeiro.21

 

Você lê aqui o quinto conto da série Botão Vermelho, uma parceria do Pernambuco com o Instituto Serrapilheira que une literatura e ciência para pensar novos mundos. Clique aqui e acesse o editorial da série, escrito pela curadora e editora Carol Almeida, e os quatro contos publicados antes.

No texto abaixo, assinado pelo escritor Fábio Kabral, palavras em vermelho indicam informações científicas. Clique em cima delas para conhecer mais dados.

 

***

 

Ela só queria acordar maravilhada com a beleza dos corais, e não mais uma vez sufocada com tantas mentiras.

Quando Luara se levantou, ainda estava escuro lá fora. Mas a impressão era que estava sempre escuro esses dias. Aliás, Luara não sabia mais dizer que dia era aquele em que acordava, nem que horas. Já há meses não saía de casa e perdera a noção de tempo. Ela sabia que havia muita gente lá fora, mas não sairia por nada; se recusava a se expor à doença tóxica que empesteava o mar no qual estavam todos imersos.

Luara é uma ọmọbinrin okun, uma sereia, uma filha do mar. As ọmọbinrin okun são seres graciosos de pele escura e rabo de peixe no lugar de pernas. Luara é também uma cientista do Salva Coral, projeto que visa o devido estudo e preservação dos corais de Mar Verde.

Enquanto se levantava para mais um dia, xingava:

― Vocês todos deviam se envergonhar, mas eu desisti de falar qualquer coisa… Vocês abdicaram da vida, e eu não sei o que pensar quanto a isso. Só me resta trabalhar e contribuir com o que posso. Muitas vezes fico pensando que essa contribuição não significa nada perante o panorama geral, mas vou fazer o quê? Enfim… que todo mundo consiga se salvar de alguma forma deste mundo louco…

Não falava com ninguém em especial, mas com todos.

A casa de Luara era uma redoma mecanizada de concha e vidro, igual às outras tantas espalhadas pela Cidade Deslumbrante. Sua cama era uma cápsula de revitalização que se enchia de fluxos relaxantes, enquanto seus livros eram conchas mágicas que narravam histórias e estudos. Luara acordou com o monitor se ligando automaticamente; tratava-se de uma tela de cristal que reproduzia imagens remotas por meio de encantamentos específicos sobre imagens e espaço.

― …E acabamos de ouvir o breve pronunciamento do senhor Profeta, Tubarão de Bolso Redentor, o qual foi realizado por meio do seu dispositivo de conexão para seus seguidores. Em sua fala ele diz, abre aspas, devemos prezar pelo bem da família e dos seres de bem, e não desses agitadores bárbaros que querem destruir nossos valores e bênçãos; é só um refluxozinho, e daí? Nós vamos atrás dos corais sim! Os Benfeitores estão organizando tudo, tá ok? Fecha aspas. O senhor Profeta decretou o fim gradativo do isolamento que, até este momento, estava mantendo todos os seres marinhos longe dessa misteriosa doença que se dilui invisível pelos sete mares. Mas o decreto precisa ainda passar pela aprovação do conselho, e muitos anciãos se mostram contrários a essas medidas. Mesmo assim, observamos um número cada vez maior de cidadãos saindo de suas casas…

Luara queria quebrar a tela de cristal toda vez que a figura medonha do senhor Profeta aparecia. Ela não suportava mais os impropérios diários falados em tom de piada. Ela odiava demais aquele sujeito porque ele a fazia odiar. E Luara odeia ter que odiar alguma coisa. Ela só queria mesmo conseguir salvar os corais.
Luara é uma Cientista de Olokun, integrante da milenar sociedade de cientistas filhas da Mãe das Águas. As Cientistas de Olokun estudam, pesquisam e atuam na preservação do bioma marinho muito antes do advento dos homens-tubarão. A ciência de Olokun tem como premissa mais básica o avanço científico caminhando lado a lado com a preservação e aprimoramento da natureza. E os corais sempre foram fundamentais nesse processo.

Até que aconteceu a invasão dos chamados homens-tubarão.

O povo-tubarão, seres pálidos e monstruosos, são a tribo mais jovem e mais predatória de todos os Nove Mares. Há séculos invadem outras nações marinhas para escravizar, saquear e destruir. Mar Verde é um desses submersos territórios nascidos da brutalidade dos tubarões; do extermínio dos povos originários à escravização e diáspora forçada das ọmọbinrin e dos ọmọ okun. Séculos haviam se passado, após muitas lutas, revoltas, vitórias e derrotas, muito sangue marinho derramado, governos instáveis de inúmeros Profetas tubarão, até chegarmos no status atual: “somos todos iguais, minha raça é o Mar Verde”, o slogan se espalhava pelo mar.

Porém, na prática…

As Cientistas de Olokun lutam incansavelmente, apesar de todos os desafios. Afinal, as ọmọbinrin e os ọmọ okun são filhas e filhos de Mãe Olokun, são as sereias e tritões da pele escura original, descendentes do Mar dos Deuses.

Era mais um dia de trabalho, portanto Luara não tinha escolha; ela se acomodou no seu assento de concha e ligou sua tela para acessar a rede sobrenatural e começar o serviço.

Passaram-se horas e horas. Nada acontecia.

Ela fazia um esforço extraordinário para não bocejar após a milésima reunião virtual do dia. Debates burocráticos, entediantes e ineficientes com colegas cientistas, assim como as conversas com os anunciantes, colaboradores, patrocinadores e empresários. A tela estava repleta com mais de cinquenta rostos de peixes, lulas, siris e vários outros indivíduos, que tentavam falar ao mesmo tempo e a todo momento ao longo de horas e mais horas.

― Não considero razoável essa alternativa, pensando nas possibilidades de rastreamento genético contraproducente que nos levaria a…

― Sua proposta seria pouco atraente para ser levada a conselho porque não viabiliza os aspectos mandatórios de…

― Temos de objetar que a empresa Águas Soberbas não aprovaria tal pesquisa pois vai de encontro com o nosso plano de…

― A conchinha da beligerância não será contemplada de forma adequada e…

O expediente ainda estava longe de terminar.

Foi então que, após horas intermináveis, finalmente começaria a reunião mais importante do dia: o destino dos corais perante o iminente decreto do senhor Profeta da República. O que seria dos corais se o Conselho de Anciãos aprovasse a emenda do Profeta de Bolso, a qual prevê a imediata remoção das leis de proteção aos corais? Na visão de Luara, os tubarões iam realizar a sua caça predatória em larga escala, de maneira oficial e em ritmo industrial. Devido às medidas de proteção, o que acontece no momento é “só” uma destruição clandestina que vem aumentando cada vez mais incentivada pelos discursos tortos do senhor Profeta e com a conivência das atuais autoridades, leais ao Tubarão de Bolso.

Todos esperavam muito por aquela reunião, era vital para vários interesses. Nada mais seria o mesmo após este encontro.

Luara então se remexeu na cadeira; ela, que nada havia dito até aquele presente instante, resolveu tomar a palavra. Limpou a garganta e disse:

― Muito bem, colegas e profissionais. Ouvi tudo o que disseram. Acho que estamos todos esquecendo o que realmente importa aqui.

― Então, colega Luara ― disse uma lula cientista ― Poderia, por gentileza, nos elucidar?
Luara sorriu com nervosismo. Fez um esforço para não tremer. Costumava ter essa reação quando estava prestes a, mais uma vez, falar obviedades que todo mundo devia saber, mas que a conveniência as fazia esquecer. A jovem cientista pigarreou mais um pouco, e então disse:

― Nossa missão é preservar os corais. Os corais são dispositivos naturais que guardam a memória do mundo, eles são parte essencial do HD de nossa existência. Se permitirmos que o Profeta e seus asseclas destruam os corais, os seres irão se esquecer de sua história e irão repetir os mesmos erros. E já estamos, aliás, vendo os mesmos erros serem repetidos. Os homens-tubarão estão acabando com os corais por pura ganância, estão poluindo o mar inteiro com desinformação tóxica, e ganhando muito dinheiro com isso…

― Não comentamos política aqui ― interrompeu o engravatado senhor Cara de Peixe.

― Senhor ― disse Luara, com o máximo de educação possível ― Eu ainda não terminei de falar…

― Essa é uma reunião importante para tratarmos o futuro do projeto Salva Coral ― o senhor Cara de Peixe continuou dizendo ― Não há espaço para opinião ideológica sobre a nação. Nosso trabalho é científico, e não político.

Todo mundo parou de falar. Luara respirou fundo. O senhor Cara de Peixe é proprietário de uma das maiores empresas patrocinadoras do Salva Coral. Luara pensava em zilhões de palavras que poderia dizer naquela hora, seu cérebro ensaiou em segundos um monte de respostas. Mas só poderia dizer umas poucas coisas, e com imenso cuidado. O que saiu foi:

― Senhor Cara de Peixe. Agradeço prontamente por nos lembrar todos das nossas atribuições. Então, vamos aos fatos, já que somos cientistas. Os homens-tubarão, seguidores do Profeta de Bolso, estão corrompendo os corais com lixo tóxico. O dejeto de desinformação que eles espalham sem parar estão empesteando o mar e por isso que estamos todos trancados em casa. Isso é fato, ou não é, senhor?

― É possível considerar ― disse o senhor Cara de Peixe.

― Obrigada, senhor ― Luara continuou dizendo ― Os corais estão crescendo corrompidos por causa do lixo tóxico. Para piorar tudo, acontece neste momento uma incomum liberação de larvas que está produzindo uma quantidade incontrolável de coral-sol. Imagino que muitos de vocês sejam familiares ao que coral-sol produz quando ele se espalha por nossos oceanos…

Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente. Ninguém era familiar a nada do que ela falava.

Botao Vermelho 2 Flavio Pessoa janeiro.21

 

― Pois bem, o coral-sol é a manifestação mais sólida de uma política que não observa aquilo que olha. Para os seres ignorantes dos mares, o coral-sol é uma paisagem bonita. Para nós que conhecemos seus efeitos, ele é um pesadelo que está devastando nossa biodiversidade. Mas o coral-sol só se transformou em um problema porque vocês, que comandam nossos mares, permitiram que se criassem parques de naufrágios e, com eles, essas espécies invasoras se proliferam agora ao nosso redor. Isso porque não estou mencionando que os manguezais, parte preciosa de nosso vasto território, estão correndo risco de se extinguirem…

O senhor Cara de Peixe fez menção de interromper Luara, mas ela arrumou confiança não se sabe onde para continuar seu discurso:

― Portanto, me perdoe o atrevimento, senhor, patrocinadores, colegas cientistas. Precisamos ser francas e francos aqui! Essa devastação dos corais está destruindo tudo que nos cerca. A doença tóxica que nos mata hoje é consequência dessa devastação. E digo mais, outras doenças, mais letais do que esta hoje, virão se não pararmos imediatamente com esse tipo de atitude diante dos corais.

― Notícias falsas!! ― gritou alguém.

― O que é isso?? ― exclamaram vários cientistas ao mesmo tempo.

De repente, a reunião se inundou com vários rostos de tubarões furiosos. Cerca de trinta invasores haviam adentrado na sala virtual; sereias, tritões e moluscos ficaram olhando atônitos enquanto gritos, palavrões e grosserias se esparramavam pela sala.

― Vocês, cientistas, profanam a obra de Netuno!

― “Netuno é nosso senhor e nada nos faltará”!!

― Notícias falsas! Notícias falsas!

― A cura está nos corais e vocês cientistas inventam mentiras!!

― Vocês, banalistas, são inimigos do país!

― Vocês, cientistas banalistas, querem que as pessoas morram!

― Cientistas que não acreditam em Netuno!

― Se a gente não sair pra trabalhar, o país vai quebrar!

― Minha bandeira nunca será púrpura!!

― Só o Nosso Senhor Netuno tem poder!!

― Banalistas, ladrões, safados!!

― Profeta Tubarão de Bolso 5022!!

A gritaria não parava, nem cansava. Algumas sereias tentaram argumentar, mas foram abafadas pela berraria dos tubarões. A maioria dos cientistas e patrocinadores já havia abandonado a sala, enquanto os que ficaram permaneciam quietos. A reunião estava arruinada.

“Pelo amor de Mãe Olokun”, pensou Luara. Ela odiava ter de odiar. “Ódio não constrói nada”, acredita ela. Mas, naquele momento, tudo nela transbordava ódio.

Mas não só isso, havia tristeza também, já que ela reconheceu entre os tubarões alguns tritões iludidos, também apoiadores do Tubarão de Bolso, vociferando contra a sua própria gente.

Mas Luara não teve tempo de expressar sua ira, já que a sala virtual acaba de ser invadida mais uma vez.

― Nós somos sereias! Descendentes do povo original!

― Nossas ancestrais grávidas foram atiradas nos abismos marinhos!

― Malditos tubarões escravocratas!!

― Vocês não passarão, seus monstros!!

― Abaixo o porte de garras!!

― A vida dos corais importa!!

― Todo mundo devia estar de quarentena!!

― Vocês derrubaram a Profetisa Molusca, seus malditos!!

― Foi golpe! Foi golpe!!

― Tá todo poluído porque vocês tubarões são uns desgraçados!!

― Não existe cura milagrosa de corais!

― Ferocidade tóxica!!

― Vocês estão desrespeitando o nosso território de discurso!!

― Governo autoritário, fanático e mentiroso!!

O que aconteceu é que cerca de quarenta militantes pró-corais, sereias e tritões, com alguns tubarões aliados, haviam entrado na sala virtual. Luara aumentou a tela holográfica para ocupar toda a parede da sua sala ― um recurso comum da maioria dos dispositivos ― para conseguir visualizar todo mundo.

A reunião para salvar os corais se transformou numa balbúrdia completa. As sereias combatiam a gritaria dos tubarões com mais gritaria. Cientistas se cansaram de ficar calados e começaram a gritar também. Até mesmo patrocinadores engravatados berravam, finalmente abandonando sua fachada de indiferença. Em pouco tempo, quase duzentos seres do mar estavam gritando palavras de ordem, xingamentos e impropérios. O senhor Cara de Peixe, conhecido e respeitado por sua sabedoria e calma, se limitava a afundar a própria cara de peixe entre as mãos.

Então, Luara fez a única ação lógica possível: acionou a Memória dos Corais.

E então, o mundo virou de cabeça para baixo.

Toda a tecnologia dos Nove Mares é baseada na energia eletromagnética dos espíritos ancestrais. Do menor dispositivo à maior máquina, por entre fios e tubos, corre ali o poder espiritual de pequenos e grandes deuses, seres de magia e lenda que existem na natureza. Apesar das crenças contrárias dos homens-tubarão, essa é a verdade dos Nove Mares.

Os espíritos e deuses não se constituem exclusivamente de pensamento ou exclusivamente de memória. Pensamento e memória são uma coisa só, ou não são.

Ou seja, toda a tecnologia, toda a espiritualidade, todos os sentimentos, todas as ideologias, toda a vida, tudo o que existe é baseado nesse acúmulo e sobreposições de memórias.

Todas elas estão conectadas aos corais, que são o reservatório de todos os conhecimentos do mundo. Para entrar na rede sobrenatural e se conectar com os dispositivos, você precisa entrar com o seu próprio espírito. Precisa entrar com a sua memória. Essa é a senha.

Para que a tecnologia dos Nove Mares possa funcionar, é preciso fazer a memória fluir. Por isso, é necessário ter fragmentos de corais no seu interior. Tudo nos

Nove Mares é baseado em corais. E a nação Mar Verde não seria diferente.

Então, Luara acionou a Memória dos Corais. Ela acionou a memória de cada fragmento de coral dos dispositivos utilizados por cada um dos duzentos seres do mar presentes na sala virtual.

E o espírito de todos ali estava berrando e gritando. Abertos e vulneráveis. A sala estava naquele momento completamente suscetível à invasão promovida pelos hackers. O muro d’água do sistema ainda não havia se recuperado.

Então, Luara conseguiu explodir as memórias de cada dispositivo.

E todo mundo se viu repleto das inúmeras memórias de cada um dos seres ali presentes virtualmente.

Cada alegria, cada tristeza, cada virtude, cada falha, cada segredo, cada desejo, cada dilema, cada fraqueza, cada lamento, cada arrependimento. Cada história, cada trauma, todos repletos de maniqueísmos e prejulgamentos, preconceitos, intolerâncias.

Desesperos. Culpas. Arrependimentos.

Duzentos seres do mar gritavam.

Incluindo aí a própria Luara.

Sereias, tritões, moluscos, peixes, tubarões. Todos se debatiam, conectados, repletos de memórias alheias. Repletas dos sentimentos e pensamentos daqueles que mais detestam. Se contorciam. Urravam de medo.

Tubarões choravam em posição fetal, implorando perdão por tudo o que fizeram ao longo dos séculos. Sereias esbravejavam, incapazes de aceitar que os tubarões, no final das contas, eram seres como elas, com desejos, anseios, vontades e esperanças.

Todos choravam.

O surto de memória sobrecarregou a rede. A conexão caiu e o surto terminou.

A tela computadorizada da casa de Luara apagou. O mesmo deve ter acontecido com todas as demais duzentas telas. Luara deslizou do banco e se esparramou no chão da sala. Tudo o que ela conseguia era olhar para o teto nos intervalos do piscar dos olhos.

Enquanto isso, no rádio da sala, uma sereia artista cantava seu hit:

O valor da vida é o viver! A vida é uma luta pelo direito de fazer o que você acredita ser o certo… É uma luta pelo direito de ser o que você é! Eu quero é viver…

 

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Fábio Kabral se nomeia como “escritor afrofuturista e herói de rosto africano”. Possui três livros publicados, entre eles O caçador cibernético da Rua 13 e A cientista guerreira do facão furioso.

 


A pesquisa que inspira essa história é de Natan Silva Pereira, professor de Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Sua proposta é fazer uma investigação dos exoesqueletos dos corais, que funcionam como arquivos de armazenamento de uma grande quantidade de dados sobre a temperatura da superfície do mar (TSM) durante anos, o que aponta para quais as alterações climáticas que o planeta Terra vem sofrendo durante um longo período. Natan possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia, mestrado e doutorado em Geociências pela UFPE. Esteve na Universidade de Copenhague (Dinamarca) durante o doutorado e foi pesquisador visitante no Laboratório Biológico Chesapeak, da Universidade de Maryland (EUA).