Leia o brasil miniaturas

O Brasil da fome, descrita por Josué de Castro, da pedagogia da libertação de Paulo Freire, da poética ameríndia de Eduardo Viveiro de Castro. O Brasil da fauna e flora de Manoel de Barros, do sertão que há em nós no romance de Guimarães Rosa, da realidade violenta que cerca a menina negra de Carolina Maria de Jesus. O Brasil que pode ser achado no pensamento de dentro e de fora. São várias as possibilidades de Brasis a serem lidas. A partir da campanha #leiaobrasil, lançada pelo Pernambuco, convocamos escritores e leitores a nos enviarem sugestões de leituras que, de alguma forma, articulassem questões nacionais de ontem e hoje. No momento em que chega a notícia de que o livro escrito pelo ex-chefe do temido DOI-Codi, que torturou e assassinou pessoas durante a ditadura militar, é um dos títulos mais vendidos pelas livrarias, torna-se fundamental trazer de volta à cena os livros que podem, de fato, pluralizar o debate sem precisar lucrar com distorções históricas. Eis aqui algumas das sugestões que foram enviadas, a partir de fotos que escritores e leitores tiraram de si mesmos (há várias outras recomendações que estão surgindo com a hastag #leiaobrasil, acompanhem nas redes sociais).

Ficção

A pedra do reino, de Ariano Suassuna
Retrato Calado, de Luiz Roberto Salinas Forte
O doente, de André Viana
Diário de Bitita, de Carolina Maria de Jesus
Bar Don Juan, de Antonio Callado
A Polaquinha, de Dalton Trevisan
Grande Sertão: veredas, de João Guimarães Rosa
Menina a caminho, de Raduan Nassar
Lavoura arcaica, de Raduan Nassar
DesEstórias, de Marcia Denser
Insubmissas lágrimas de mulheres, de Conceição Evaristo
Toda poesia, de Paulo Leminski
Poesia completa, de Manoel de Barros
Memórias inventadas, a infância de Manoel de Barros, de Manoel de Barros
Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto
29 de abril, o verso da violência, organizado por Domenico A. Coiro, Mar Becker, Priscila Merizzio e Silvana Guimarães
K, de Bernardo Kucinski
Os ratos, de Dyonelio Machado
Rapace, de André Capilé
Retrato calado, de Luiz Roberto Salinas Fortes
Rita, Ritinha, Ritona, de Dalton Trevisan
Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado
Luxúria, de Fernando Bonassi
A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade
Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues
Obra completa de Lima Barreto
Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves
Angústia, de Graciliano Ramos
Contos negreiros, de Marcelino Freire
Clara dos anjos, de Lima Barreto
Obra completa, Carlos Drummond de Andrade
O outro gume da face, de Fernando Sabino

Não ficção

Brasil, mito fundador e sociedade autoritária, de Marilena Chauí
Metafísicas canibais, de Eduardo Viveiro de Castros
Padre Cícero, de Lira Neto
Homens e caranguejos, de Josué de Castro
A queda do céu, palavras de um xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert
A Revolta da Chibata, de Edmar Morel
Rebelião escrava no Brasil, de João José Reis
Brasil nunca mais, de Paulo Evaristo Arns
Como nascem os monstros, de Rodrigo Nogueira
Golpe de estado, de Palmério Dória e Mylton Severiano
Almanaque 1964, de Ana Maria Bahiana
Francisco Julião, de Claudio Aguiar
Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda
Como conversar com um fascista, de Marcia Tiburi
Batismo de sangue, de Frei Betto
História das mulheres no Brasil, organizado por Mary Del Priore
O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro
Brasil: uma biografia, de Lilia M. Schwarcz e Heloísa M. Starling
A América Latina, males de origem, de Manoel Bonfim
Os donos do poder, de Raymundo Faoro
Pedagogia da indignação, de Paulo Freire
A memória, a história, o esquecimento, de Paul Ricoeur
A queda do céu, de Palavras de um xamã yanomani, Davi Kopenawa e Bruce Albert
Metafísicas canibais, de Eduardo Viveiros de Castro
Uma educação para a liberdade, de Paulo Freire
Os artistas brasileiros na Escola de Paris, de Marta Rossetti Batista
Chico Buarque do Brasil, organização de Rinaldo de Fernandes
O Brasil não é para amadores, de Belmiro Valverde Jobim Castor

Recomendamos também dar uma olhada no post que o blog Lombada Quadrada fez com dez sugestões de livros para a campanha.

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