Depois de preso, o Maníaco do Parque não parou de receber cartas de amor. O Bandido da Luz Vermelha, mesmo idoso, ainda despertava paixões e fantasias nas mulheres. Curioso com esses fatos, Gilmar Rodrigues foi tentar entender o motivo de tamanha popularidade de serial killers e criminosos sexuais.
Para Loucas de amor, o jornalista fez uma extensa pesquisa. Visitou presídios, frequentou filas de visitas, leu correspondências e procurou especialistas no assunto. O material coletado inclui pequenos perfis das “amásias”, como são chamadas as namoradas de criminosos, de quem saem os melhores relatos sobre esse estranho amor, como: “Aqui dentro eles nos tratam que nem rainha”.
Esse contato direto com as personagens é o que deixa a obra envolvente, apesar de nem sempre ser utilizado. O destaque é a parceria em quadrinhos com Fido Nesti, quando a experiência pessoal do repórter é sentida perfeitamente, lembrando as narrativas jornalísticas de Joe Sacco. (Diogo Guedes)

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