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Lógico que ainda há muitos autores portugueses que não chegam ou que só chegaram timidamente por aqui. Eis alguns deles, caso leitores e editores queiram dar uma pesquisada e ir atrás:

 

Uma das bolas da vez: Afonso Cruz

O Afonso Cruz (foto) emparelha de idade com Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mãe, é mais velho que José Luis Peixoto, tem um razoável número de publicações em Portugal, prêmios e boas críticas, além de ser um afamado ilustrador de livros infantis. E, com esse portfólio, tem um livro silenciosamente lançado no Brasil: Os livros que devoraram o meu pai. Li dele O pintor debaixo do lava-loiças, romance com plot interessante e desenhos do próprio autor pra incrementar uma narrativa baseada em uma história que se passou com os avós dele. Mas acho que ele é uma das bolas da vez pelo seu Jesus Cristo bebia cerveja, que saiu na metade de 2012, vem sendo bem recebido em Portugal e já foi escolhido livro do ano pela Time Out e pelos leitores do jornal Público, deixando Infinit jest, do David Foster Wallace, em segundo lugar e 1Q84, do Haruki Murakami, em terceiro.

 

Autor de um livro só: Pedro Vieira

Pedro Vieira é bastante conhecido em Portugal por seu blog Irmão Lúcia. O rapaz tem apenas um livro, Última paragem Massamá, de 2011, e atua mais como designer e ilustrador. No entanto, o ritmo dos parágrafos de Última paragem, os temas suburbanos portugueses e a mistura de vozes justificam a leitura. E, se não for por isso, no final do ano passado, o livro recebeu o Prêmio Pen Club Português na categoria de Primeira Obra.

 

Experimentações: Joana Bértholo

Joana tem dois livros publicados. O primeiro é Diálogos para o fim do mundo, de 2010. E, ano passado, lançou Havia, uma coleção de pequenas histórias unidas pelo eco da conjugação “Havia”. Tudo no livro começa com “havia” (atenção: tudo mesmo), o que traz alguma lembrança de poesia, de refrões. Foi um livro bastante bem recebido e é, no mínimo, diferente.

 

Corrigir injustiças: Mário de Carvalho

Sim, senhores, já existem três publicações do Mario de Carvalho no Brasil. Mas saibam que, só entre 2011 e 2012, este senhor, que é um dos mais versáteis narradores portugueses, lançou outros três livros, por três editoras diferentes. E, nas livrarias lusas, sua obra ocupa um espaço semelhante aos de Saramago e Lobo Antunes. Faço um apelo: é preciso lançar mais Mários de Carvalho por aqui. Material não falta.

 

Se algum editor estiver lendo este texto: alguns livros que não tive tempo de ler em Portugal

Um ano é pouco pra aproveitar tudo o que as livrarias de outro país podem oferecer. Sendo assim, há uma lista de livros que recomendo (e peço que se publique) porque gostaria de ter lido e não deu tempo. São eles: Uma mentira mil vezes repetida (Manuel Jorge Marmelo), A despedida de José Alemparte (Paulo Bandeira Faria), algum livro da obra de Maria Velho da Costa, Depois de morrer (Adolfo Ricardo) e Os sítios sem resposta (Joel Neto).

 

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