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Poucos autores carregam uma verve tão forte quanto o britânico Ian McEwan, que já chegou a ser conhecido como Ian Macabro, pelo tom implacável de obras como Amor sem fim(1997) e Amsterdam(1998). Nos últimos anos, no entanto, o traço decisivo de sua literatura tem sido a defesa da racionalidade científica contra os fundamentalismos religiosos. É esse o embate que está no cerne de A balada de Adam Henry. A personagem central é Fiona Maye, uma juíza do Tribunal Superior especialista em Direito da Família. Fiona se vê, no entanto, envolvida num caso em que acaba se vendo dividida entre o desejo sexual e o cuidado maternal com um garoto de dezessete anos chamado Adam Henry, que não pode fazer o tratamento médico necessário devido à religião dos pais, que são Testemunhas de Jeová. Uma prerrogativa estranha, e um pouco novelesca demais, para alguém que fez Reparação(2001), um dos romances mais chocantes da década passada, ao discutir a força da ficção em lidar com a vida real.

 

 

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