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O turismo como ilusão e também como uma espécie de observatório para a vida. Essa é a proposta que Carlos Henrique Schroeder lança mão no romance As fantasias eletivas, marcado pela história de Renê, um recepcionista de hotel que destruiu suas relações familiares, cuja rotina espartana é conturbada pela relação que passa a estabelecer com a travesti Copi (referência ao escritor e dramaturgo argentino do mesmo nome), uma escritora de contos armados a partir das fotos que tira e que não conseguem encontrar leitores. Uma obra introspectiva e estranha, que consegue prender o leitor justamente pela humanidade das criações que coloca em desfile. “É um livro não só sobre a solidão, mas também sobre a escrita. A impossibilidade dos textos de Copi irem para algum lugar é o que ocorre com a maioria dos autores”, define o escritor que usou sua experiência como recepcionista em hotel como laboratório da escrita do seu romance.

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