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Publicados originalmente em 1927, quando Pablo Palacio não ultrapassava os 21 anos, a coletânea de contos Um homem morto a pontapés e a novela Débora são verdadeiros marcos da vanguarda literária hispano-americana. Inédito no Brasil, o autor equatoriano que nasceu em 1906 e faleceu em 1947, tendo vivido seus últimos anos num hospital psiquiátrico, teve sua obra, durante um longo período, interpretada pela chave da loucura, ao abordar temas anteriormente intocados pela ficção no continente e por flertar com o absurdo, o irreverente e o grotesco, num período em que predominava uma abordagem realista da literatura. Segundo a crítica Luciana Hidalgo, Um homem morto a pontapés destaca que “tudo em Artaud é excesso, pulsão de vida, pulsão de morte, criação, selvageria. Assim é Van Gogh. E Arthur Bispo do Rosário. E Lima Barreto. Artistas-autores internados por uma psiquiatria que não os curou de sua compulsão por uma transcendência do humano, do socialmente correto, do civilizado.”

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